Hoje a palavra eh dela: Renatinha – Semana Mundial de Amamentação!!!

ago 06, 10 Hoje a palavra eh dela: Renatinha – Semana Mundial de Amamentação!!!

Hoje, para comemorar a Semana Mundial da Amamentacao, teremos uma participacao especial!!!

Uma mae, esposa, mulher, amiga, profissional competente. Nao necessariamente nessa ordem, ate pq a cada momento de nossas vidas usamos uma das funcoes citadas.

Renatinha (nao importa a idade, pra mim, ela sera sempre a Renatinha) eh uma amiga de longaaaaaaa data. Uns 15 anos pelo menos. Na verdade nossos pais foram amigos na adolescencia, mas soh nos conhecemos depois de “grande”.

Tem uma musica que diz bem como tudo comecou, eh a Monalisa do Jorge Vercilo, quando ele fala:

É incrível
Nada desvia o destino
Hoje tudo faz sentido
E ainda há tanto a aprender
E a vida tão generosa comigo
Veio de amigo a amigo
Me apresentar a você

E foi assim, de amigo a amigo que nos conhecemos. Nossa amizade nasceu e cresceu como um filho, passamos por muitas coisas juntas. Dividimos sonhos, duvidas, alegrias, dificuldades, broncas, risadas, choros, gargalhadas de fazer chorar.

Alias sonhos eh nossa especialidade!!! Ja construimos de um tudo, ja fomos proprietarias de grandes negocios, bailarinas de danca do ventre, maes em tempo integral, esposas exemplares, etc, etc, etc….

Hj estamos realizando o nosso maior e melhor sonho. Somos maes e mamaes apaixonadas pelos seus filhos tao esperados, amados, planejados.

De vez em qdo sobe o nivel da nossa  ”agua do Carrao” (piada interna) e ai soh nossos maridos para aguentar o falatorio…kkkkk…Dias depois la estamos nos outra vez, sempre!!!

De uma coisa temos certeza: Deus gosta muito de nos, pq nos proporcionou tudo de melhor nessa vida!!!

Temos os melhores maridos e pais para os nossos filhos, tbem!!!

Ficaria horas aqui falando, mas vou dividir com vcs um pouco da minha Renatinha!!!

Re, que Deus abencoe ainda mais essa familia linda!!!

Beijos pra vcs, mordidinha na Rubia Linda e muito obrigada!!!

Fiquem com Deus

P.S.: Queremos mais textos seus aqui no blog

Quando aceitei o convite para escrever no blog da Bá sobre amamentação pensei logo a partir de qual perspectiva eu abordaria o assunto. Afinal estamos em uma semana tão especial, dedicada a este assunto.

Mas sendo este blog um espaço para ela compartilhar com vocês suas experiências pessoais, eu vou partir do mesmo princípio: mesmo porque não é possível falar sobre amamentação que não seja por esse vértice, só é possível falar da experiência de cada dupla mãe-filho. A amamentação é uma experiência inteiramente pessoal.

Quando estava grávida, para me orientar em algum sentido, como toda mãe pós moderna eu comecei a leitura de alguns livros da atualidade, mas para mim, não passavam de um enxurrada de informações sobre cuidados com banho, troca, arrotos, regurgitações, engasgos… eu não acreditava ser por ali o meu caminho.

Eu queria essas informações, mas não apenas isso… meu desejo era mergulhar naquele momento que eu estava vivendo e me preparar emocionalmente para a chegada da minha filha Rubia.

Busquei um dos meus autores favoritos desde a faculdade, D.W. Winnicott, um psicanalista e pediatra inglês que debruçou-se de forma belíssima sobre a relação mãe-bebê.

Dizia ele nada existir nas relações humanas que fosse mais poderoso que o laço mãe e filho. Você não precisa de forma alguma ser psicanalista para desfrutar de sua leitura, Winnicott fala sobre essa relação, no mais profundo sentido, de uma forma doce e descomplicada. Era assim que eu queria.

Seu desejo era que as mães sentissem confiança em sua capacidade de ser mães. E para isso não é necessário muito conhecimento sobre o assunto, nem muita informação. Ele dizia que o conhecimento tem de vir de um nível mais profundo, não necessariamente daquela parte da mente onde há palavras para tudo.

Dizia que as principais coisas que a mãe faz com seu bebê não podem ser feitas através das palavras.

Você conviveu com o filho aproximadamente nove meses dentro de sua barriga e em um momento ele está no seu colo. Não há mais nove meses para essa transição, de repente ele esta ali. É comum e esperada alguma angustia. Mas é importante que você se lembre que você e seu bebê estão prontos. Pronto para unirem-se pelo mais absolutamente poderoso vínculo do amor. Há muita emoção envolvida.

Quanto a amamentação quando a Rubia estava para nascer eu recebi de uma amiga a mais valiosa das dicas para mim: “Quando ela chorar ofereça o peito”. Assim, simples assim. Já que estamos no blog de uma competente professora de matemática podemos sintetizar em uma única equação: Chorou=Peito.

E eu incrementaria dizendo que você pode estar na companhia de sua mãe, sua sogra, suas tias, suas irmãs, suas vizinhas, suas primas, suas amigas, suas colegas de trabalho, se o seu filho chorar, pegue-o você em seu colo. Sinta-o. Sinta o cheirinho dele, deixe-o sentir que é você está com ele, deixe que ele te sinta, sinta sua respiração, seu hálito, seus braços, sinta o seu peito, e seu leite.

Você que é a mãe é a pessoa mais indicada para isso, mesmo que você não tenha nenhuma experiência previa, você é indicada unicamente porque você se aventurou na mais doce e complexa aventura, ser a mãe daquele bebê.

Para amamentar nos primeiros meses de vida de forma satisfatória, de uma forma que haja gratificação para ambos é necessário não ter pressa.

Como a Bárbara escreveu é necessário mesmo desligar-se. Eu diria que é preciso desligar a televisão, desligar o computador. Eu pessoalmente desliguei até o telefone fixo rs, ficava somente com o celular no vibracall e retornava as ligações quando tinha um tempo livre.

Você não precisa ser exagerada como eu rs, mas pude ver algumas mães em licença maternidade, em casa com seu bebê, mas estavam a todo tempo pensando no poderiam ou deveriam fazer, checando emails a todo momento. É necessária uma temporária perda de interesse pelos assuntos do mundo.

A mãe precisa estar a vontade e entregue a sua missão.

É preciso montar o ritual calmo para a amamentação, assim como para o sono. Mas esse é outro assunto.

Para isso é necessário que você esteja confiante na sua capacidade de ser mãe. Ouvir dicas é bom, ouvir seu coração é crucial.

Por falar em choro do bebê, você já deve ter escutado que é possível distinguir o choro de fome, de dor. Absolutamente, seu filho se comunica através do choro.

O que pouco é falado é sobre a modulação desse choro… o que quero dizer com isso é que você não pode deixar seu filho recém nascido chorar muito tempo. É muito complicado falar em termos de tempo mas é possível dizer que se seu filho chora há mais de 30 minutos sem parar, você trocou a fraldinha, ele esta sequinho, a roupa que você colocou não esta incomodando (nessas horas é bom até tirar toda a roupinha em um lugar aquecido para verificar), ele não pega o seio, ou se pega você percebe que ele não se satisfaz, não insista mecanicamente. Pare. Ouça sua voz interior.

Um bebê recém nascido não possui estrutura psíquica para chorar por longos períodos. Imagine-se chorando há 40 minutos, 50 minutos sem parar… você certamente ficaria exausta, exaurida, desequilibrada. Para um bebê a ansiedade seria avassaladora.

Nessas horas é melhor que você haja diferente do que esta fazendo, nem que seja ligar para o pediatra, para alguém de sua confiança ou ir ao hospital para dizer “Ele esta chorando há 40 minutos sem parar, não sei o que pode ser”. As equipes pós-natal estão acostumadas com esse tipo de emergência. Eu trabalhei em um hospital no interior de São Paulo, um hospital publico em uma zona rural, e mesmo com poucos recursos, havia profissionais para acolher mamães e bebês nessas situações.

Pode ser que na verdade seja você que esteja precisando de ajuda, talvez um delicado ajustamento…

Volto-me novamente a Winnicott para dizer que o leite não flui como uma excreção, o leite é uma resposta a um estímulo, e este estímulo é a visão, o cheiro o tato de seu bebê, o choro que expressa necessidade.

E não há nenhum problema em pedir ajuda. É necessário ter sabedoria para pedir ajuda no momento que precisar.

Mas alem disso há alguém importante que não pode de forma alguma ser esquecido mesmo quando estamos falando sobre amamentação, um momento tão exclusivamente mãe-filho: o pai do bebê.

Poderíamos fazer vários post apenas sobre ele, tamanha sua importância. Mas quero falar sobre algo, pegar o ganho da Bárbara sobre as visitas…ui… um assunto delicado, afinal o filho não é exclusividade sua, pode ser que ele tenha avós, tios e primos… e pode ser que ele tenha tudo isso em larga escala.

Nessa hora se você puder contar com o pai do bebê, será maravilhoso. Ele poderá de fato “administrar” as visitas do fim de semana, atender os telefonemas e poderá dizer quando necessário “Hoje não será possível, vamos combinar um outro dia?”

Sua disposição precisa ser respeitada.

Mas mesmo que você seja casada com o pai do seu bebê, haverá momentos que ele não estará por perto e você mesma precisara impor um limite seguro. Claro que para isso há um preço… uma “torcida de nariz” aqui outra ali… mas o que é para você prioridade nesse momento? É necessário fazer escolhas.

Eu pessoalmente moro distante da família, moro no interior e não tive receio em deixar claro que não teria como servir banquetes. Até pequenos cochilos eu tirei com visita em casa pode?!

Divirta-se vendo suas amigas em sua cozinha fazendo um macarrãozinho, não encontrando onde ficam os temperos, onde você guarda os alimentos. Divirta-se vendo os outros cuidando de você, cuidando daquilo que comumente você faria.

Assim como Winnicott, minha intenção não é dizer como e o que uma mãe deve fazer, mas dizer que uma mãe precisa confiar no seu próprio discernimento.

Possivelmente se você procurar em livros, internet colherá informações valiosas, mas nenhuma será mais valiosa do que aquilo que você acredita que deve fazer ali, na relação com seu bebê.

Mas essas são apenas algumas dicas que de alguma forma “funcionaram” para mim e para a Rubia, que ajudaram no nosso encontro, para que eu tivesse uma experiência tranqüila na amamentação da minha filha que hoje já está com 4 meses.

Agradeço a minha amiga querida por permitir expor um pequeno fragmento da minha experiência aqui com vocês, no entanto, ninguém que se aproxime de você para lhe dar conselhos saberá tão bem quanto você própria o que é  melhor para seu bebê.

Um beijo grande, bom tudo e até sempre!

Renata Machado Leal Rodrigues é psicóloga, especialista em psicoterapia psicanalítica, mãe da Rubia, e nas horas vagas que são poucas, se mete a artista plástica.

Amigas de pulseira ( quem ja nao teve uma dessas na vida? )

Barbara

Barbara Saleh é mãe, muçulmana e blogueira. Voltou a aprender inglês, está aprendendo a fotografar e iniciou o Portal Uma Mãe das Arábias para dividir com outras mamães tudo o que ela está aprendendo sendo mãe. Contato: barbara@umamaedasarabias.com

2 Comentários

  1. Marilayne BRAZIL /

    Muito importante mesmo a amamentação. Eu amamentei meu filhinho por exatos 6 meses. Minha secretária, Marina, tem estória incrível: Mamou na mãe por 7 anos!!!!!! vc não leu errado, a mãe amamentou a filha por 7 anos! aliás, essa mulher amamentou no peito todos os 11 filhos.
    Agora, me parece que a Marina é a única pessoa que eu conheço que se lembra de ter amamentado no peito!! kkkkkkkkk.E ela diz que morre de nojo de leite hoje em dia, por causa do trauma de ter mamado na mãe por tanto tempo! Vai entender…
    Minha mãe comentou que eu alimentei no peito dela por 1 ano e 4 meses (não lembro!! kkkk) mas minha irmã caçula não teve a sorte, conseguiu o leitinho por apenas 1 mes. No entanto, nossa mãe fala que não notou diferença nem emocional,nem física diferente de uma filha e outra. Ambas saudáveis…
    Enfim, acho importantíssimo a amamentação e faço questão de amamentar minha filhinha, que nasce em outubro, no mínimo por 6 meses, quando retorno ao trabalho e aí fica complicadíssimo amamentar mesmo.

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