Um parafuso a menos….
Penso que todo mundo tem alguns parafusos a menos, alguns deles vao caindo ao longo da vida.
Ha pessoas que perdem todos e ficam lele da cuca, acho que estou indo para esse caminho.
A reuniao de mamaes eh sempre muito gostosa pq vc percebe muitas coisas que acontecem com vc sao normais nessa fase da maternidade e eis que numa conversa com uma materna, percebo que perdi um parafuso na hora do parto, mais precisamente no expulsivo.
Ela estava comentando do medo do futuro financeiro da familia e isso vinha tirando o seu sono.
Eu cheia da razoes mostrei a realidade, mas eis que cai minha ficha e o parafuso que me faltava vem a tona.
Quando eu estava com 8 meses de gravidez, fui acessar internet numa lan house do bairro e aconteceu um assalto, contei aqui.
Depois disso fiquei com medo absurdo de sair na rua, entrar em lojas de bairro, andar pelo quarteirao da minha vizinhanca.
Simples assim, nao ando sozinha pela rua, nem que seja na minha, logico que qdo estou sozinha eu ando, com medo, mas ando. Mas com o Bebejinho fico com o coaracao na mao.
Ontem, antes da conversa com a amiga, fiz algo sem perceber. Peguei Bebejinho na motoca e sai do predio e pasmem, soh andei com ele na calcada do predio, nao passei pra calcada do vizinho.
Se for em lugares fechados, ando sem problemas algum, shopping, grandes mercados. Mas lugares sem muita seguranca, nao ando nem a pau.
Penso que isso pode ser uma fase, pois o nascimento de um filho nos traz uma carga enorme de responsabilidade, medo de perde-los, machuca-los, de algo de ruim que possa acontecer a eles.
Ou nao, ser mae deve ser isso, ter medo eternamente pela seguranca dos pequenos????
Sera que foram dois parafusos????……kkkkk















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Barbrinha quero te comentar uma passagem da minha vida
MInha filha tinha 04 meses e tinha acabado de acontecer o fato trágico com o menino João Elio no Rio,e eu fui trabalhar.
Na volta,eu peguei um carro e iria pra casa,meu chefe me chama de novo e lá volto eu pro escritório,
A baba ficou com Gigi,que seguiu em outro carro pro hotel onde estávamos.
Parando na porta do hotel,a babá desce e Gigi dormia no banco de trás da camionete,não havia levado o bebê conforto não sei até hj porque.
E então,o carro é roubado,o motorista foi levado e minha Gigi também.
O motorista me contou que colocavam o revolver na boquinha dela e queriam o chip que desbloquearia a camionete.
e ela tem uma manchinha roxa nos olhos até hj,fruto de uma pancada que levou.
E o motorista me contou que eles só não mataram ela pq ela ficou caladinha.
Graças a Deus e a PM ,recuperamos a minha filha,que hj vai pra 04 anos de vida.Pensa nos meus momentos de angústia?
Fiquei só sem ar até tê-la em meus braços.
Essa violência toda aconteceu em Cuiabá.
Portanto,todo cuidado é pouco.
Me lembro agora pq fiquei tanto tempo sem sair e pq ainda sou reclusa.
Barbara, acredito que depois de um susto, a gente demore mesmo um tempo para “voltar ao normal” (se é que existe um padrão de normalidade). Se você não está sentindo sua vida limitada e já vê o problema, logo, logo ele passa. Aos poucos você vai sentindo mais confiança ao sair.
Sabe, já contei que meu avô e meu pai morreram após eu ter mudado pra cá, né? Eles morreram com um intervalo de apenas 2 semanas e nas duas vezes o telefone aqui de casa tocou muito, muito cedo. Passei meses tendo taquicardia e tremedeira toda vez que o telefone tocava, porque eu sempre achava que seria mais uma má notícia vindo. Cheguei a proibir as pessoas do Brasil a me ligarem cedo, porque eu ficava sempre muito assustada. Isso passou depois de um tempo e vi que era bobeira, mas era incontrolável!
Beijos!!
Oi Barbrinha, não consigo me imaginar depois de passar por uma situaçao igual a sua depois do assalto. Lembro de ter lido qdo aconteceu e eu no seu lugar teria tido um ataque. Qdo vim morar aqui, experimentei alguns meses de uma forte sindrome do panico, ou qq outro nome que possa ter. Sofria de um medo horroroso ate qdo batiam na porta aqui em casa. Nada havia acontecido, mas fiquei daquele jeito. Demorou muito ate me recuperar, muitos meses depois q a Bebedocinha nasceu foi q melhorei, e ainda saio na rua olhando pra tras. Acho q so o tempo pra fazer passar!!
Beijos
Bem, web-filha, eu acho que ficamos com aquele sentimento de “agora tenho medo”, tudo isso porque experimentamos de verdade o que é o Amor.
bjs cariocas